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terça-feira, 2 de abril de 2013

E o futuro?

O que devemos esperar para o futuro? Todos nós temos nossas opiniões, nossos palpites, nossos sonhos e nossas expectativas. Mas de fato o que podemos ver hoje que indica o que vem pela frente está mais para uma tragédia do que para um filme de ficção científica nos moldes de Jornada nas Estrelas. Vemos hoje as pessoas se tornando cada vez mais individualistas e ensimesmadas em suas redomas tecnológicas. Consumismo e busca por resultados imediatos dá a tônica de toda a cultura capitalista disseminada ao longo das últimas 6 décadas. Já vimos que isso não é sustentável e nem torna as pessoas mais felizes, muito pelo contrário, cria angústias intermináveis por não conquistar metas inatingíveis, joga as pessoas em frustrações sucessivas e uma sensação geral de fracasso na vida. Se você já se sentiu assim, frustrado e com a sensação de fracasso por não ter conseguido a casa dos sonhos, o iate magnífico, o carrão esportivo exclusivo etc.., pode-se considerar uma pessoa muito especial, pois você superou esta baboseira toda e hoje busca por ideais de vida direcionados aos verdadeiros valores: amor, retidão e realização pessoal por estar fazendo o bem ao próximo.

Voltemos então para a questão inicial, que é o futuro. Pois é, estou falando de valores pessoais e ideais consumistas em confronto com valores morais e espirituais para justamente questionar o que podemos esperar para o futuro. O que de fato vemos hoje é a transformação do planeta em uma gigantesca lata de lixo. Quando falo em lixo me refiro tanto aos resíduos sólidos, líquidos e gasosos derivados do nosso consumo, como também do lixo moral, das distorções de valores sociais, das aberrações religiosas e tudo o que vem sendo despejado como verdade e que vem orientando as pessoas em todo o planeta. O que esperar de um futuro onde a cada ano as pessoas dão mais valor ao parecer do que ao ser. É melhor parecer feliz do que de fato ser feliz. É melhor parecer ter posses do que de fato ter cultura, ideias, ideais e valores morais e éticos de fato.

Qual é o futuro das gerações que nasceram e foram criadas dentro dessa cultura? Acho que depende de nós que já vimos o que é realmente importante na vida disseminar valores morais e éticos dentro de uma vida saudável física e psiquicamente. Não podemos deixar o mundo sem apresentar propostas para um mundo que jamis será melhor do que já foi, mas que pelo menos possa ser igualmente habitável. Devemos mostrar que mato não é sujo, mas sim é um ambiente vivo. Que água não é lixeira, mas sim fonte de vida. Que tecnologia deve ser criada para facilitar nossa vida e não se tornar a finalidade de viver. Que o mundo, a natureza representa a nossa casa, que nós somos animais como qualquer outro e que se queremos chegar ao futuro devemos aceitar que somos parte deste mundo e que dependemos dele para viver. Que um papel de bala jogado no chão faz diferença sim.

Consciência, amor e humildade, esse deve ser o futuro. Vamos sempre lembrar que a felicidade vem do SER, nada mais é necessário além da escolha de SER FELIZ.

quarta-feira, 27 de março de 2013

E chega o momento de pensar em desisitir do barco...

Ontem, conversando com um amigo, pude constatar uma realidade que é mais comum do que muita gente pensa. Desde a compra do barco dele até hoje já se passaram 3 anos e ainda não conseguiu velejar, é isso mesmo, são três anos e nada de velejar. Vamos aqui mostrar esta história para ajudar a orientar as pessoas que desejam comprar seu veleiro de cruzeiro, moradia ou lazer.
Esse amigo comprou um veleiro de 27 pés, usado e relativamente velho, o que o atraiu foi uma aparência razoável e principalmente um bom preço. Viu o veleiro, gostou e sem conhecer bem o que deveria fazer, empolgou-se e logo comprou. A ideia inicial seria morar boa parte do ano a bordo e velejar pela costa brasileira. Nada demais, aparentemente pequenos consertos e algumas adequações no barco seriam necessárias. Foi aí que começaram os problemas. o que seria uma pintura de fundo revelou osmose no casco que foi preciso corrigir, um trabalho de 10 dias rendeu 6 meses e muito dinheiro envolvido, problemas com a honestidade e capacidade dos prestadores de serviço produziram muito retrabalho e gastos extras desnecessários. Bom, agora seriam necessários consertos e ajustes na cabine, nos equipamentos, instalações  hidráulicas e elétricas. Mais problemas com os prestadores de serviço e com a qualidade dos serviços prestados, muito mais aborrecimentos e retrabalhos intermináveis que se arrastam até hoje, passados mais 2 anos e meio e nada de navegar, o barco ainda está parcialmente desmontado e meu amigo já está desanimadíssimo, pensando em vender o barco e abandonar seu sonho de liberdade.
Trata-se de uma história real que ainda está se desenrolando, mas como essa existem muitas. Situações como essa já aconteceram, estão acontecendo e ainda acontecerão muitas, cabe a você leitor tomar medidas necessárias para evitar ou minimizar os problemas na aquisição, manutenção e utilização da sua embarcação.
Algumas dicas úteis para quem pretende adquirir uma embarcação, principalmente um veleiro:
1- Defina a embarcação de acordo com a sua necessidade e condição financeira, disponibilidade de vaga ou local adequado para realizar manutenção.
2- Quanto menor a embarcação maior será o seu prazer.
3- Verifique a necessidade e disponibilidade de tripulação, é muito comum a necessidade de se velejar sozinho, portanto o barco tem que ter tamanho e ser adequadamente equipado para essa situação, quanto maior mais difícil é manobrar, fundear, conduzir e zarpar em solitário.
4- Caso haja necessidade de reparos, antes de comprar, faça orçamentos, verifique prazos compatíveis com o serviço, se os prestadores de serviço são confiáveis e capazes de executar o serviço. Verifique se há disponibilidade de peças e materiais necessários aos reparos.
5- Não tenha pressa e não se empolgue com qualquer oferta. O tamanho do problema é diretamente proporcional ao tamanho do barco, assim como os prazos e preços de serviços.
Espero ajudar as pessoas a não entrarem em uma fria de maneira desavisada, por inexperiência ou mesmo por empolgação com um sonho.
Tornar um sonho realidade exige planejamento, disciplina e muita disposição.

Uma consideração interessante é com relação ao real uso da embarcação. Devemos nos perguntar se vamos de fato usar o barco com a frequência que desejamos. Essa pergunta é importante ser respondida com critério pois todo barco exige local adequado, atenção e manutenção permanente, quanto maior, maior é o custo e a necessidade de manutenção, assim como serviços especializados. Muitas vezes é mais cômodo mantermos um pequeno veleiro ou mesmo um caiaque a vela para uso frequente e quando houver necessidade de um passeio maior usar os serviços de aluguel de veleiros. é uma dica, mas vale a pena pensar, pois nosso tempo é único, é a nossa vida que está passando e dinheiro nenhum consegue comprar tempo que passou para trazê-lo de volta. Vamos viver com alegria evitando o máximo possível de angústia e aborrecimentos.
Escolha bem seu barco e seja muito, mas muito feliz mesmo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Caiaque a vela veleja mesmo!

Várias pessoas me perguntaram se caiaque a vela veleja mesmo, a resposta é sim, o caiaque a vela veleja mesmo. Na verdade os caiaques adaptados para vela como nós estamos divulgando tem todas as características necessárias para velejar como qualquer veleiro. Nossos caiaques tem bolina, leme, mastro, retranca e vela como qualquer veleiro, obviamente devemos guardar as devidas proporções os caiaques são pequenos e não dispõem de muito espaço por isso simplificamos e otimizamos ao máximo todas as partes de forma que sejam eficientes mas que sejam simples de serem operadas e manuseadas a bordo. Portanto, os caiaques orçam sim. É importante salientar que procuramos mostrar sempre as nossas velejadas para mostrar para todos que os caiaques funcionam bem como veleiro, são simples de operar e muito fáceis de serem transportados. Quem ainda duvida venha nos conhecer e veleje conosco, o pessoal da VELA POPULAR (www.veleirok.blogspot.com, www.hidroglassrio.blogspot.com ) sempre tem muito prazer em receber todos os interessados.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Questões práticas para aquisição de um barco.(1)

Esta é uma publicação baseada exclusivamente na minha experiência para comprar um barco, portanto não esgotarei o assunto, mas pretendo esclarecer alguns pontos importantes na hora de escolher um barco a ser comprado.
(1) Considerações Iniciais.
Antes de se decidir por impulso, pergunte qual a real necessidade a ser suprida pelo barco:
- O barco é para: - lazer / transporte de passageiros / transporte de carga / transporte de passageiros e carga / viagens ou cruzeiros...
- Qual o número de pessoas que estarão a bordo e qual a carga a ser transportada
- Navegará em águas abrigadas, mar aberto (navegação costeira), mar aberto (navegação oceânica entre continentes)
- Qual a necessidade de velocidade a ser desenvolvida pela embarcação. Barco veloz, barco lento.
- Qual a intensidade de uso da embarcação: diária, semanal, mensal...
- Onde o barco vai ficar guardado quando não estiver em uso? Vai ser na marina de um clube, em casa, no trabalho...
- Como o barco será colocado e retirado da água?
Todas estas e várias outras questões devem ser respondidas antes de você decidir qual barco irá comprar. Algumas informações são particularmente vitais, pois muitas pessoas escolhem errado sua embarcação e acabam sem conseguir usufruir. A adequação da realidade de cada um e da necessidade é fundamental. Vamos a alguns exemplos práticos:
a) Uma embarcação com motor de centro/rabeta ou motor de popa, não pode ficar direto na água do mar, tem que ser retirada semanalmente para limpeza das articulações e dutos e adoçamento do motor.
b) Uma vaga náutica seca no Rio de Janeiro pode custar muito mais caro que a própria embarcação, portanto, defina primeiro sua infraestrutura depois defina o barco. Em clubes mais populares uma vaga seca pode custar entre R$20.000 e R$50.000, a taxa de manutenção da vaga pode variar entre R$150 e R$ 600 e um marinheiro para limpar o barco uma vez por semana pode cobrar entre R$100 e R$500 por mês dependendo do tamanho do barco.Portanto o custo pode ser alto demais.
c) Vagas molhadas como em Pier ou Poita podem e devem ser consideradas, pois muitas vezes são mais baratas. Devo relembrar que não é qualquer barco que pode ficar direto dentro d'água. Há também necessidade de limpeza e pintura de fundo com grande frequência em barcos que ficam dentro d'água.

domingo, 13 de janeiro de 2013

É como andar de bicicleta, depois que aprende nunca esquece!

Na sexta-feira, dia 11/01/2013, fomos à Lagoa de Maricá para uma velejada muito especial. O Assucy veio de Maceió nos visitar e marcamos essa velejada. O interessante é que já havia 30 anos que o Assucy não velejava e mesmo assim topou encarar a Lagoa de Maricá com o VeleiroK emprestado pelo Danilo (www.veleirok.blogspot.com). Estava chovendo um pouco, mas o vento estava bem legal no início da velejada, depois foi ficando mais fraco, mas não parou de ventar. Devemos agradecer muito a grande gentileza do Danilo em se disponibilizar e emprestar o VeleiroK. Eu fiz o suporte e a filmagem. Incrível é que mesmo depois de tanto tempo longe da vela o Assucy assumiu o comando e velejou, meio enferrujado, mas velejou. Não é o primeiro e nem será o último a fazer isso, já está mais que comprovado que quando realmente aprendemos a velejar, nunca esquecemos. É como andar de bicicleta, depois que aprende nunca esquece!


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

FELIZ 2013!

Que nossos corações se encham de amor e felicidade, que nós possamos ser melhores pessoas para este ano que se inicia hoje. Que 2013 seja simples e belo!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Renascimento e reintegração. Feliz 2013 !

  Toda essa energia boa do Natal só faz bem para a humanidade. Esse momento tem muito há ver com o espírito da vela popular. Estamos construindo um novo caminho com amizade e companheirismo. Buscamos um futuro de alegria e liberdade. Fazemos tudo por amor a vela. O movimento está ganhando força, sempre com uma energia muito positiva.
   Que venha, então, 2013. Que a vela tenha um renascimento popular. Que a simplicidade possa reabrir os caminhos antes inacessíveis. Que as pessoas possam sentir e interagir com a natureza de forma pacífica, fazendo a reintegração do ser humano com as suas origens. Que as pessoas voltem a se sentir parte da natureza. Que o respeito e a harmonia volte a reinar na terra. Que todos os seres possam ser felizes!

Que em 2013 venham bons ventos para inflar nossos corações com amor para velejarmos nossas vidas pelos mares da felicidade com destino a paz.

Saúde, amor e paz!