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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

MAR ME QUER

O filme MAR ME QUER produzido e dirigido por Isabella Souza Nicolas, que tivemos o privilégio de assistir ontem em pré-estréia, é sensacional, no sentido literal da palavra, produz várias sensações.
Trata-se de um documentário sobre a história do iatismo nacional, muito bem dirigido e produzido. Tem uma sequência lógica bem contextualizada, ritmo e encadeamento estruturado de forma leve e divertida. É um longa metragem que ao final dá um gostinho de quero mais, muito difícil em documentários. É questionador, polêmico, instrutivo, realista e divertido. Excelente ferramenta educacional para o mundo náutico e acadêmico.

A generosidade da Isabella Souza Nicolas é parte integrante desta obra, trás tudo de iatismo inclusive o movimento da VELA POPULAR, que eu e o Danilo Veleirok, tivemos o privilégio de participar com pequena aparição no filme. Essa contribuição coloca de vez a VELA POPULAR como um movimento integrante da história do Iatismo nacional. Tenho certeza que o movimento que está em franca expansão no Brasil, ganhará mais força para continuar e se tornar cada vez mais popular.

A visão inicial de que a VELA POPULAR tem que ser efetivamente popular, no sentido de estar ao alcance de todos, porém sem perder a qualidade técnica conceitual e teórica, sempre foi ponto fundamental muito defendido pelo Danilo Veleirok. Várias vezes foi criticado por isso, mas hoje podemos ter a certeza que ele sempre esteve correto em sua visão. Para ser popular e barato não precisa ser ruim, a troca de informações garante um desenvolvimento técnico e conceitual promovendo evolução técnica e integração entre os participantes. É assim que tem que ser, a própria história do iatismo começou assim, trocando informações e experiências. Assistam o filme quando tiverem oportunidade. Neste momento ainda não está disponível ao público, mas assim que tiver passaremos a informação de como poderão assisti-lo.

Segue abaixo um link para o Teaser do filme MAR ME QUER.
http://youtu.be/G5hpcuKyZjs


Cartaz do filme MAR ME QUER


Isabella Souza Nicolas com as pessoas que participaram do filme
(Eu e Danilo Veleirok à direita da foto)


Da direita para a esquerda: Eu (Marcelo Maia), Danilo Veleirok, Isabella Souza Nicolas, Ivan Yvl


Da direita para a esquerda: Eu (Marcelo Maia), Danilo Veleirok, Isabella Souza Nicolas, Nívea Santos, Ivan Yvl


Da direita para a esquerda: Eu (Marcelo Maia), Danilo Veleirok, Isabella Souza Nicolas, Nívea Santos, Ivan Yvl



terça-feira, 30 de setembro de 2014

SEGUNDO ENCONTRO NACIONAL DE VELA POPULAR - 2014 - Tarituba - Paraty - RJ

Entre os dias 07 e 09 de NOVEMBRO de 2014, na praia de Tarituba, Paraty, RJ, irá acontecer o SEGUNDO ENCONTRO NACIONAL DE VELA POPULAR. Trata-se de um evento aberto aos amantes da navegação amadora. É um encontro de pessoas que tem em comum a paixão por navegar. Se você ainda não tem barco, mas gostaria de participar, venha conhecer essas pessoas maravilhosas que fazem parte dos grupos de vela popular. A cada ano o movimento cresce e nós vamos conhecendo mais e mais apaixonados pela navegação que estão sempre dispostos a cooperar com todos no sentido de desenvolver e ampliar a vela popular. Eu participei do primeiro e tive uma maravilhosa surpresa em conhecer tanta gente bacana que tem por esse Brasil. É uma ótima oportunidade!
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De 07 a 09/11 - Praia de Tarituba - Paraty - RJ

O que é ? Uma reunião de quem faz dos pequenos veleiros e da convivência com os amigos uma diversão. Não tem barco ? Não veleja ? Não importa. Venha conhecer gente que pensa diferente e se diverte com o vento.

Para quem é? Qualquer pessoa que se interesse em velejar em pequenos barcos, com experiência ou não.


Foto do Primeiro Encontro de vela Popular - 2013



sábado, 16 de agosto de 2014

Tamanho não é documento

Quando tamanho não é documento?
Vamos voltar a esta questão do tamanho da embarcação. É sempre um tópico que gera muitas discussões, mas na verdade o tamanho da embarcação tem, obrigatoriamente, que ser adequado ao perfil de utilização do seu dono. É uma simples constatação do óbvio. Mas nem todos querem ver isso. A combinação dos fatores de utilidade é que vai determinar o uso de qualquer embarcação:
1- Para que vai servir o barco? Lazer, trabalho, esporte ou status
2- Quanto tenho disponível na minha renda para adquirir o barco? Quanto maior mais caro
3- Quanto tenho disponível na minha renda para manter o barco? Quanto maior mais manutenção
4- Quanto tenho disponível na minha renda para utilizar o barco? Aqui entra consumo de combustível, em barcos a motor, despesas com tripulação, em barcos grandes.
4- Onde vou guardar meu barco? Quanto maior mais complicado e mais caro. Nesta questão há considerações importantes já discutidas em outro tópico referentes à possibilidade de o barco ficar sempre na água.
5- No caso de optar por um veleiro, existem outras questões: Sou velejador? Gosto de velejar? Sei velejar? O meu veleiro permite que eu veleje só? Se não dá para velejar só, tenho condição de bancar uma tripulação adequada? Nesta última questão, muita gente boa se equivoca e depois acaba tendo muita dificuldade de velejar por ter um barco que demanda tripulação e na maioria das vezes conta com a família como tripulação, mas quase nunca os familiares estão dispostos a isso.

Minha recomendação é: Adquira o menor barco que atenda as suas necessidades.

Lembre-se do ditado: "Quanto menor o barco maior será o prazer que ele vai te dar."

No mais, Boa sorte!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Barcos na água, experiência própria.

Meu aprendizado sobre barcos na água é contínuo, há sempre algo a se aprender enquanto o barco está na água. Primeira consideração: É melhor deixar o barco no seco ou na água? A resposta a esta questão leva em conta uma série de fatores, tais como:
- O sistema de propulsão do barco permite ficar na água direto? Depende do barco, do sistema de propulsão se está no mar ou em água doce. O sistema de propulsão é um dos fatores mais importantes a se considerar para decidir sobre a forma de armazenamento. As embarcações com motor de popa só podem ficar direto na água se forem utilizadas com muita frequência, principalmente se estiverem no mar. O sistema de refrigeração dos motores de popa utilizam a própria água do mar para funcionar o que implica no acúmulo de sal e corrosão dos dutos se a água secar dentro do motor. Se a água for suja ou barrenta há necessidade de lavagem frequente para que não haja entupimento dos dutos de refrigeração do motor. Já os sistemas de propulsão com motor de centro-rabeta, não são indicados a permanecerem na água por mais de 7 dias pois o acúmulo de craca, limo e sujeira podem comprometer o funcionamento da rabeta, neste caso é melhor consultar cada fabricante. Já os sistemas de propulsão com motor de centro-eixo fixo, são mais adequados à permanência longa na água, normalmente são usados nas embarcações de maior porte que não podem ser guardadas em seco.
- O barco foi construído e preparado para ficar na água direto? O material do casco deve ser adequado à permanência na água, deve ser preparado para evitar osmose e infiltrações. Deve ter o fundo pintado com tinta antiencrustante adequada. O convés deve ser autodrenante para evitar alagamentos por chuva. Deve haver sistema autônomo de esgotamento de água no porão. Deve haver registros em bom estado em todos os flanges de captação de água abaixo da linha d'água.
- O local onde o barco vai ficar é abrigado? Essa é uma pergunta meio óbvia, mas fundamental, pois o abrigo em relação a ondas e principalmente ao vento se faz necessário para preservação da embarcação.
- O local permite um fundeio seguro? Nesse caso deve-se considerar tipo de fundo, variação de marés, passagem de outras embarcações etc..

 Há uma infinidade de questões a serem levantadas, não pretendo esgotá-las neste artigo, mas sim chamar a atenção e auxiliar as pessoas a tomarem suas decisões no momento da aquisição de sua embarcação. Existem locais mais ou menos adequados à guarda de cada tipo de embarcação, portanto a necessidade de análise da maior quantidade de fatores envolvidos pode levar a uma decisão mais acertada quando o assunto é guarda de embarcação na água.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Vejam como será a capa do livro "Ventos Favoráveis" do Rommel Castro.

Breve Lançamento!
Vejam como será a capa do livro "Ventos Favoráveis" do Rommel Castro.





O livro "Ventos Favoráveis" do Rommel Castro já está quase pronto.

O livro "Ventos Favoráveis" do Rommel Castro já está quase pronto. O Rommel Castro é um dos grandes incentivadores da disseminação da cultura náutica no Brasil. Está escrevendo um livro sobre conhecimentos náuticos que está em fase de conclusão. Eu tive o privilégio de fazer uma pequena contribuição sobre os caiaques à vela. Parabéns Rommel Castro por mais essa iniciativa em favor da cultura náutica no nosso país.
O Rommel também é o criador da página "Conhecimento Náutico" no Facebook. (https://www.facebook.com/ConhecimentoNautico?hc_location=timeline)


segunda-feira, 17 de março de 2014

Como trocar a GAXETA (Cordão) do eixo do barco.

Achei necessário publicar este artigo pois não encontrei muitas informações a respeito desta operação muito simples de ser realizada. O melhor artigo que eu encontrei foi no blog do Veleiro Refrega (http://veleirorefrega34.blogspot.com.br/2011/05/ajuste-na-gaxeta.html), de onde tirei a figura e a foto, mas não dá muitos detalhes da operação. Sendo assim resolvi fazer um passo a passo do processo. No meu caso fui trocar a Gaxeta (Cordão de Gaxeta Ensebado 1/8), do eixo de 1 1/2" da traineira Marola IV.
1- Não precisa tirar o barco da água ( se as peças estiverem em condições normais de uso ).
2- Não vai vazar uma enxurrada de água pelo eixo. Apenas vai aumentar o fluxo de gotejamento quando o porta gaxeta for aberto.
3- Solte as contra-porcas e depois afrouxe as porcas até serem retiradas liberando o porta-gaxeta. Remova a peça superior no sentido longitudinal do eixo abrindo o porta-gaxeta.
4- Retire os cordões velhos de dentro do porta-gaxeta. Aproveite e verifique o estado das peças quanto a corrosão e necessidade de limpeza.



5- O cordão novo vem inteiro e precisa ser cortado em anéis para ser colocado e funcionar como vedação. Não dá certo enrolar o cordão no eixo e enfiá-lo para dentro do porta-gaxeta, quando apertar vai vazar. A medida é feita enrolando-se o cordão no eixo e marcando o comprimento a ser cortado. Os cortes devem ser feitos em 45 graus de forma que possam ter as pontas sobrepostas. Dependendo do tamanho do eixo e do porta gaxeta serão necessários 3 ou 4 anéis. Os anéis serão colocados um a um com as emendas defasadas em 90 graus de um anel para o outro. Esse procedimento ajudará a vedar o fluxo de água.


6- Colocados os anéis de cordão no porta-gaxeta coloque a peça superior e aperte com a mão. Coloque as porcas e vá apertando até parar ou reduzir a quase nada o gotejamento pela gaxeta. Parado o fluxo de água desaperte as porcas até começar a pingar novamente. Verifique o intervalo dos pingos de acordo com o porte da sua embarcação, espessura do eixo, idade do equipamento e outras variantes. Uma dica é de uma gota para cada 30 segundos. No meu caso conseguimos um fluxo de uma gota a cada 16 segundos, achei bem razoável, pois vai levar mais de 30 horas para armar a bomba de porão.
7- Lembre-se que a gaxeta não pode ficar muito apertada de forma a gerar atrito entre a gaxeta e o eixo do barco, isso provocará desgaste prematuro do eixo. A água que pinga serve como lubrificante entre o eixo e as peças da gaxeta permitindo uma maior durabilidade do equipamento.
8- Se tiver dúvidas verifique se imediatamente após desengatar o eixo após algum tempo de deslocamento do barco não houve aquecimento no eixo próximo à gaxeta. Se estiver aquecendo é porque está apertado demais reveja os procedimentos.