Sou eu mesmo pilotando esse pequeno barco de 5m. Um barco construído com chapa de 1,5mm totalmente soldado. Neste teste estou utilizando um motor de 15 Hp, que empurra muito bem esse barco de 104 Kg.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Primeiro teste do barco utilitário leve AMS 500
Sou eu mesmo pilotando esse pequeno barco de 5m. Um barco construído com chapa de 1,5mm totalmente soldado. Neste teste estou utilizando um motor de 15 Hp, que empurra muito bem esse barco de 104 Kg.
Parece mas não é...
De fato parece que o Blog foi abandonado, não tenho feito postagens novas há muito tempo. Peço desculpas por isso. Entre ficar quase um ano sem internet e estar atuando em novos projetos junto a uma empresa, tive que deixar um pouco de lado este espaço. Não deixei de atuar no mundo náutico, apenas estou atuando como coordenador em projetos novos de dimensões bem mais complexas. Estamos desenvolvendo novos produtos fabricados em alumínio que em breve deverão estar disponíveis no mercado. A crise econômica do país afetou fortemente a empresa, mas não afetou o ânimo e a disposição das pessoas. Obviamente a escassez de dinheiro freou os projetos, mas não parou. Com menos velocidade e menos recursos estamos seguindo em frente. Vou começar a divulgar esses novos produtos que começam a ser testados nesse final de ano.
O primeiro e mais longo foi o projeto da lancha AMS 380. Uma lancha de 38 pés construída totalmente em alumínio, utilizando a mesma tecnologia de construção dos grandes iates. Uma lancha concebida com muito carinho e preocupação em ser útil e agradável. Abaixo tem o link para o filme da construção da primeira unidade desta lancha, que hoje, encontra-se em fase de acabamento.
https://youtu.be/RWsYGnmB_EE
O primeiro e mais longo foi o projeto da lancha AMS 380. Uma lancha de 38 pés construída totalmente em alumínio, utilizando a mesma tecnologia de construção dos grandes iates. Uma lancha concebida com muito carinho e preocupação em ser útil e agradável. Abaixo tem o link para o filme da construção da primeira unidade desta lancha, que hoje, encontra-se em fase de acabamento.
https://youtu.be/RWsYGnmB_EE
quinta-feira, 26 de março de 2015
A importância do colete salva-vidas
(Por Marcelo Rodrigues Maia Pinto - 26/03/2015)
Ainda me surpreendo ao ver que muitas pessoas navegam sem colete salva-vidas, principalmente em caiaque e Stand-up. No caso do Stand-up a frequência é muito maior de pessoas sem colete salva-vidas, aliás, é muito raro ver alguém remando um Stand-up usando o colete salva-vidas. Vamos então esclarecer a necessidade do uso do colete salva-vidas.
Em primeiro lugar podemos observar que existe uma infinidade de colete salva-vidas no mercado, cada um com sua especificidade e utilização correta. Muita gente se engana ao achar que somente aqueles coletes tipo canga, alaranjados que fazem parte da salvatagem dos barcos maiores é adequado. Estes coletes tipo canga são mais comuns por serem os mais baratos, mas são dedicados ao uso em emergência em naufrágio, para isso foram projetados. Bem diferente do colete para uso esportivo.
A primeira diferença é realmente o propósito do colete. Quando é usado para salvatagem, o colete tem formato e tamanho a atender uma gama de tipos físicos, tamanhos e pesos de pessoas que necessitam permanecer flutuando, com a cabeça para fora d'água garantindo a respiração, mesmo inconsciente. Portanto são adequados e confortáveis para ficar parado flutuando dentro d'água.
Já os coletes para prática esportiva são mais caros e são feitos especificamente para a prática do esporte a que se destinam. São desenhados e confeccionados para garantir flutuabilidade e principalmente, conforto durante a prática do esporte ao qual se destina. Desta forma podem garantir a segurança do usuário e ao mesmo tempo não atrapalham. É certo que devido a modismos, marcas esportivas e material utilizado na confecção, os coletes para prática esportiva podem atingir valores significativamente altos, mas normalmente tem custo compatível com o esporte a ser praticado. Esportes mais caros usam coletes mais caros.
O acidente, como o próprio nome diz, é algo inesperado. Muitos vão pensar e dirão: Mas eu sei nadar. Sim, uma condição importante para a prática de esportes aquáticos. Saber nadar normalmente não garante a sobrevivência. Vamos dar como exemplos os dois casos mais frequentes de acidentes com vítimas pela falta de uso do colete salva-vidas.
- Ao remar o Stand-up ou caiaque, a pessoa está praticando um exercício físico e consequentemente está gastando energia e requer preparo físico adequado. Tanto os caiaques quanto os Stand-ups conseguem facilmente atingir 2 nós de velocidade, o que nos dá 1.852 x 2 = 3704 metros percorridos em uma hora, ou 61,73 metros por minuto. Uma remada de 10 minutos levará o remador a uma distância de 600 metros da margem, ou seja, 12 piscinas olímpicas em comprimento. Só bons nadadores com bom preparo físico conseguem nadar tranquilamente esta distância, mas se acrescentarmos ondas, vento e correnteza, muitas vezes nem todos esses nadadores conseguirão. Podemos ainda acrescentar o cansaço de já estar remando e aí a combinação pode ser muito perigosa. E é exatamente esta combinação que envolve os acidentes. A pessoa está remando, se divertindo sem o colete salva-vidas, sofre uma queda do caiaque ou Stand-up e por correnteza ou vento se separa do caiaque ou prancha e passa a necessitar de flutuar e se deslocar na água por esforço próprio. Pelas razões já apresentadas, nem precisa ser muito esperto para concluir que o resultado será trágico se não houver nenhum tipo de socorro em curto espaço de tempo.
- Outra situação muito mais comum que se imagina são produzidas por mal súbito. Gozo de boa saúde não quer dizer que a pessoa não vá passar mal. Queda na taxa de glicose, desidratação, queda nos níveis de eletrólitos, ensolação e outros, são causas comuns de mal súbito durante a prática esportiva. Quando falo em mal súbito, não necessariamente significa que a pessoa vai desmaiar, pode gerar uma fraqueza, moleza ou fadiga excessiva. Qualquer um desses sintomas pode provocar desequilíbrio e queda na água, inclusive inconsciente em casos mais extremos. Sem o colete salva-vidas a vida estará em risco e se manterá por um curtíssimo espaço de tempo. Com colete salva-vidas a vida pode ser prolongada até a pessoa se recuperar ou ser socorrida.
Sendo assim, procure um colete adequado ao seu esporte e garanta sua segurança. Evite colocar sua vida em risco por falta desse acessório essencial.
Ainda me surpreendo ao ver que muitas pessoas navegam sem colete salva-vidas, principalmente em caiaque e Stand-up. No caso do Stand-up a frequência é muito maior de pessoas sem colete salva-vidas, aliás, é muito raro ver alguém remando um Stand-up usando o colete salva-vidas. Vamos então esclarecer a necessidade do uso do colete salva-vidas.
Em primeiro lugar podemos observar que existe uma infinidade de colete salva-vidas no mercado, cada um com sua especificidade e utilização correta. Muita gente se engana ao achar que somente aqueles coletes tipo canga, alaranjados que fazem parte da salvatagem dos barcos maiores é adequado. Estes coletes tipo canga são mais comuns por serem os mais baratos, mas são dedicados ao uso em emergência em naufrágio, para isso foram projetados. Bem diferente do colete para uso esportivo.
A primeira diferença é realmente o propósito do colete. Quando é usado para salvatagem, o colete tem formato e tamanho a atender uma gama de tipos físicos, tamanhos e pesos de pessoas que necessitam permanecer flutuando, com a cabeça para fora d'água garantindo a respiração, mesmo inconsciente. Portanto são adequados e confortáveis para ficar parado flutuando dentro d'água.
Colete Salva-vidas tipo canga para Salvatagem
Já os coletes para prática esportiva são mais caros e são feitos especificamente para a prática do esporte a que se destinam. São desenhados e confeccionados para garantir flutuabilidade e principalmente, conforto durante a prática do esporte ao qual se destina. Desta forma podem garantir a segurança do usuário e ao mesmo tempo não atrapalham. É certo que devido a modismos, marcas esportivas e material utilizado na confecção, os coletes para prática esportiva podem atingir valores significativamente altos, mas normalmente tem custo compatível com o esporte a ser praticado. Esportes mais caros usam coletes mais caros.
Colete Salva-vidas para prática esportiva, modelo mais barato e comum, atende muito bem à maioria dos esporte náuticos como vela e remo.
Coletes Salva-vidas específicos para Jet Ski
O acidente, como o próprio nome diz, é algo inesperado. Muitos vão pensar e dirão: Mas eu sei nadar. Sim, uma condição importante para a prática de esportes aquáticos. Saber nadar normalmente não garante a sobrevivência. Vamos dar como exemplos os dois casos mais frequentes de acidentes com vítimas pela falta de uso do colete salva-vidas.
- Ao remar o Stand-up ou caiaque, a pessoa está praticando um exercício físico e consequentemente está gastando energia e requer preparo físico adequado. Tanto os caiaques quanto os Stand-ups conseguem facilmente atingir 2 nós de velocidade, o que nos dá 1.852 x 2 = 3704 metros percorridos em uma hora, ou 61,73 metros por minuto. Uma remada de 10 minutos levará o remador a uma distância de 600 metros da margem, ou seja, 12 piscinas olímpicas em comprimento. Só bons nadadores com bom preparo físico conseguem nadar tranquilamente esta distância, mas se acrescentarmos ondas, vento e correnteza, muitas vezes nem todos esses nadadores conseguirão. Podemos ainda acrescentar o cansaço de já estar remando e aí a combinação pode ser muito perigosa. E é exatamente esta combinação que envolve os acidentes. A pessoa está remando, se divertindo sem o colete salva-vidas, sofre uma queda do caiaque ou Stand-up e por correnteza ou vento se separa do caiaque ou prancha e passa a necessitar de flutuar e se deslocar na água por esforço próprio. Pelas razões já apresentadas, nem precisa ser muito esperto para concluir que o resultado será trágico se não houver nenhum tipo de socorro em curto espaço de tempo.
- Outra situação muito mais comum que se imagina são produzidas por mal súbito. Gozo de boa saúde não quer dizer que a pessoa não vá passar mal. Queda na taxa de glicose, desidratação, queda nos níveis de eletrólitos, ensolação e outros, são causas comuns de mal súbito durante a prática esportiva. Quando falo em mal súbito, não necessariamente significa que a pessoa vai desmaiar, pode gerar uma fraqueza, moleza ou fadiga excessiva. Qualquer um desses sintomas pode provocar desequilíbrio e queda na água, inclusive inconsciente em casos mais extremos. Sem o colete salva-vidas a vida estará em risco e se manterá por um curtíssimo espaço de tempo. Com colete salva-vidas a vida pode ser prolongada até a pessoa se recuperar ou ser socorrida.
Sendo assim, procure um colete adequado ao seu esporte e garanta sua segurança. Evite colocar sua vida em risco por falta desse acessório essencial.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Motorar x Velejar
Há que se fazer algumas distinções para que tenhamos bons argumentos para explicar a diferença entre motorar e velejar. Primeira distinção é com relação ao tipo de barco a motor, existem os barcos rápidos como lanchas por exemplo e existem os barcos lentos, como as traineiras. São barcos completamente diferentes em termos de uso e deslocamento.
As traineiras, de uma forma geral, são barcos de serviço, como o próprio nome diz carregador de trainas, ou coisas. São barcos lentos com motores normalmente econômicos que conferem grande autonomia de horas na água. Nessa categoria entram também os TRAWLERS, que são barcos confortáveis e destinados a cruzeiros, derivados ou inspirados em barcos de serviço, como traineiras. As lanchas utilizam cascos de planeio e são capazes de atingir grandes velocidades. Normalmente utilizam motores potentes e nem sempre econômicos, percorrem grandes distâncias em curtos períodos de tempo.
A segunda distinção é com relação aos veleiros. Os veleiros, ah, esses são apaixonantes. Existem basicamente dois tipos de veleiros entre as milhares de subdivisões possíveis. São os veleiros de regata e os veleiros de cruzeiro. Lógico que existem centenas de tipos, tamanhos e formas. Mas vamos nos ater somente a essas duas divisões. Os veleiros de regata são aqueles construídos exclusivamente para atingir a melhor performance dentro da categoria que faz parte. Normalmente tem o conforto sacrificado para ganhar leveza e performance. Usam áreas vélicas enormes em relação ao tamanho do barco. Costumam ser velozes e muito ágeis em manobras, o que confere um velejar mais tenso.
Os veleiros de cruzeiro, como o próprio nome sugere, são destinados a percorrerem grandes distâncias com o maior conforto possível. Usam áreas vélicas menores, costumam ser mais pesados e privilegiam o conforto e habitabilidade da sua tripulação. Preferem uma combinação mais justa entre conforto e desempenho.
Feitas estas distinções, podemos entrar no aspecto principal que é a escolha entre motorar e velejar.
A primeira consideração é com relação à destinação do barco, seu uso principal. Se a motivação do uso é deslocamento entre um determinado ponto e destinos pré estabelecidos, não há o que questionar, tem que ser barco a motor, quanto mais rápido melhor. Já se o objetivo principal é passear aí a velocidade perde o sentido. Nesse caso a escolha vai ficar entre um barco a motor mais lento ou um veleiro. Se tem horário de saída e chegada, o barco é a motor, não tenha dúvida. Se não tem horário a cumprir, aí vão considerações de conforto a bordo. Um veleiro monocasco sempre anda adernado, isso incomoda muita gente, principalmente quem não está acostumado a velejar. Outra consideração importante é com relação ao tamanho da área habitável, que em um veleiro é restrita e cheia de cabos, catracas, moitões etc.. Enfim, parece que sempre o barco a motor leva vantagem. Isso é verdade, apesar de muita gente não admitir. Além do mais tem a questão da manutenção, um veleiro de cruzeiro tem motor, mastro, estaiamento, velas, cabos, catracas... . Já deu para imaginar que em um barco a motor só tem o motor.
Bem, isso tudo é verdade, mas se existe uma coisa que nenhum barco a motor permite é o prazer de velejar. Para quem veleja, uma saída de barco já o motivo, o velejar é suficiente, não há necessidade de destino, o que importa é o caminho, é a atitude, a conquista de se deslocar para onde quiser mesmo com o vento contrário. É o exercício da paciência quando não tem vento. É o prazer da aventura.
Portanto, a escolha é realmente pessoal. Cada um tem suas necessidades individualmente.
As traineiras, de uma forma geral, são barcos de serviço, como o próprio nome diz carregador de trainas, ou coisas. São barcos lentos com motores normalmente econômicos que conferem grande autonomia de horas na água. Nessa categoria entram também os TRAWLERS, que são barcos confortáveis e destinados a cruzeiros, derivados ou inspirados em barcos de serviço, como traineiras. As lanchas utilizam cascos de planeio e são capazes de atingir grandes velocidades. Normalmente utilizam motores potentes e nem sempre econômicos, percorrem grandes distâncias em curtos períodos de tempo.
A segunda distinção é com relação aos veleiros. Os veleiros, ah, esses são apaixonantes. Existem basicamente dois tipos de veleiros entre as milhares de subdivisões possíveis. São os veleiros de regata e os veleiros de cruzeiro. Lógico que existem centenas de tipos, tamanhos e formas. Mas vamos nos ater somente a essas duas divisões. Os veleiros de regata são aqueles construídos exclusivamente para atingir a melhor performance dentro da categoria que faz parte. Normalmente tem o conforto sacrificado para ganhar leveza e performance. Usam áreas vélicas enormes em relação ao tamanho do barco. Costumam ser velozes e muito ágeis em manobras, o que confere um velejar mais tenso.
Os veleiros de cruzeiro, como o próprio nome sugere, são destinados a percorrerem grandes distâncias com o maior conforto possível. Usam áreas vélicas menores, costumam ser mais pesados e privilegiam o conforto e habitabilidade da sua tripulação. Preferem uma combinação mais justa entre conforto e desempenho.
Feitas estas distinções, podemos entrar no aspecto principal que é a escolha entre motorar e velejar.
A primeira consideração é com relação à destinação do barco, seu uso principal. Se a motivação do uso é deslocamento entre um determinado ponto e destinos pré estabelecidos, não há o que questionar, tem que ser barco a motor, quanto mais rápido melhor. Já se o objetivo principal é passear aí a velocidade perde o sentido. Nesse caso a escolha vai ficar entre um barco a motor mais lento ou um veleiro. Se tem horário de saída e chegada, o barco é a motor, não tenha dúvida. Se não tem horário a cumprir, aí vão considerações de conforto a bordo. Um veleiro monocasco sempre anda adernado, isso incomoda muita gente, principalmente quem não está acostumado a velejar. Outra consideração importante é com relação ao tamanho da área habitável, que em um veleiro é restrita e cheia de cabos, catracas, moitões etc.. Enfim, parece que sempre o barco a motor leva vantagem. Isso é verdade, apesar de muita gente não admitir. Além do mais tem a questão da manutenção, um veleiro de cruzeiro tem motor, mastro, estaiamento, velas, cabos, catracas... . Já deu para imaginar que em um barco a motor só tem o motor.
Bem, isso tudo é verdade, mas se existe uma coisa que nenhum barco a motor permite é o prazer de velejar. Para quem veleja, uma saída de barco já o motivo, o velejar é suficiente, não há necessidade de destino, o que importa é o caminho, é a atitude, a conquista de se deslocar para onde quiser mesmo com o vento contrário. É o exercício da paciência quando não tem vento. É o prazer da aventura.
Portanto, a escolha é realmente pessoal. Cada um tem suas necessidades individualmente.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Celebrando o nascimento
Não foram poucas as vezes que ficava olhando os mastros estaiados dos grandes veleiros imaginando uma linda árvore de natal. De fato alguns velejadores iluminam os estais do mastro de seus veleiros quando chega a noite. É uma visão belíssima de luzes perfiladas que se reflete na água. É mesmo a visão de uma árvore de natal iluminada.
Nessa época de final de ano temos uma transformação na sociedade voltada para a bondade e caridade. Alguns chamam de espírito de Natal. Outros chamam de aproximação com Deus. Outros consideram apenas marketing. Seja o que for, nessa época do ano as pessoas tendem a se concentrar mais em energias positivas e bons pensamentos. Isso transforma a energia das cidades para uma leveza que todos gostariam que imperasse por todos os dias do ano.
No meu coração reina ainda mais forte a vontade de ver os veleiros com seus mastros acesos à noite. Singrando pela escuridão das águas com suas árvores de Natal acesas. Tenho certeza que em algum lugar os velejadores se utilizam dessa imagem para comemorar o Natal.
Natal, tem o significado voltado ao nascimento, o nascimento da fé de um povo cristão. Povo esse que compõe a grande maioria da população brasileira. O nascimento de Jesus significa o nascimento da fé, a luz na escuridão da falta de esperança. A crença de que tudo pode se transformar de acordo com a vontade de Deus e amor de seus fiéis.
Tendo fé em dias melhores e muito mais amor na terra, é que imagino a celebração do nascimento do amor no coração das pessoas, vindo das águas em barcos iluminados. Mostrando que o infinito também pode trazer luz. Que de longe pode vir a esperança. Que para longe podemos mandar o amor. Que todos unidos pelas águas podem somar fé e esperança transformando a suavidade do navegar em ondas de cooperação, união, caridade e amor.
Tenhamos todos um feliz nascimento do amor dentro de nós. Que saibamos acalentar esse rebento em nossos corações para que ele cresça e se multiplique para todo o mundo.
(Marcelo Rodrigues Maia Pinto - 16/12/2014)
Nessa época de final de ano temos uma transformação na sociedade voltada para a bondade e caridade. Alguns chamam de espírito de Natal. Outros chamam de aproximação com Deus. Outros consideram apenas marketing. Seja o que for, nessa época do ano as pessoas tendem a se concentrar mais em energias positivas e bons pensamentos. Isso transforma a energia das cidades para uma leveza que todos gostariam que imperasse por todos os dias do ano.
No meu coração reina ainda mais forte a vontade de ver os veleiros com seus mastros acesos à noite. Singrando pela escuridão das águas com suas árvores de Natal acesas. Tenho certeza que em algum lugar os velejadores se utilizam dessa imagem para comemorar o Natal.
Natal, tem o significado voltado ao nascimento, o nascimento da fé de um povo cristão. Povo esse que compõe a grande maioria da população brasileira. O nascimento de Jesus significa o nascimento da fé, a luz na escuridão da falta de esperança. A crença de que tudo pode se transformar de acordo com a vontade de Deus e amor de seus fiéis.
Tendo fé em dias melhores e muito mais amor na terra, é que imagino a celebração do nascimento do amor no coração das pessoas, vindo das águas em barcos iluminados. Mostrando que o infinito também pode trazer luz. Que de longe pode vir a esperança. Que para longe podemos mandar o amor. Que todos unidos pelas águas podem somar fé e esperança transformando a suavidade do navegar em ondas de cooperação, união, caridade e amor.
Tenhamos todos um feliz nascimento do amor dentro de nós. Que saibamos acalentar esse rebento em nossos corações para que ele cresça e se multiplique para todo o mundo.
(Marcelo Rodrigues Maia Pinto - 16/12/2014)
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Conhecimento náutico e a vida
A arte da navegação é um complexo de conhecimentos acumulados ao longo de muitas gerações. Toda e qualquer habilidade deve ser aprimorada com conhecimento, na náutica não poderia ser diferente. Aliás o aprendizado da navegação é muito rico e interessante. Daí pode ser comparado com o próprio viver.
Estabelecer um destino, calcular a rota e criar objetivos e metas, são etapas do planejamento de qualquer viagem, seja em uma embarcação, veículo terrestre ou à pé. Conhecer o caminho a ser percorrido, ler as cartas náuticas verificar os riscos à navegação e estabelecer a melhor rota. Analisar previsões do tempo e condições do mar. Verificar equipamentos e recursos disponíveis, adequar à rota e partir para a viajem. Durante o trajeto ajustes são necessários, correções de rumo, reestabelecimento de objetivos, reprogramação da viajem e até atuação em contingências e emergências.
Na vida é exatamente deste jeito. Planejamos, analisamos e quase tudo vai mudando ao longo do percurso, inclusive nossas crenças e nossos valores. Vamos amadurecendo e evoluindo até o nosso destino final. Alcançamos alguns dos nossos objetivos, outros são suprimidos do caminho e tantos outros são adotados em razão das contingências. Quanto mais preparados para a vida, menores se tornam os problemas a serem resolvidos, ou melhor, não são os problemas que se tornam menores, mas como somos mais capazes de solucionar, esses problemas são resolvidos mais facilmente.
Voltemos à navegação. Quanto maior o conhecimento e a experiência melhor a condução da embarcação, menos risco corre ao navegar e mais facilmente são solucionados os problemas.
E assim vamos às nossas aventuras pelos mares, pelos livros, pelas ruas, pelos caminhos desse presente que é a nossa vida. O destino de todos nós é a morte, a nossa embarcação é o nosso corpo, mas o caminho de cada um é único, nosso combustível é a felicidade e o amor.
Estabelecer um destino, calcular a rota e criar objetivos e metas, são etapas do planejamento de qualquer viagem, seja em uma embarcação, veículo terrestre ou à pé. Conhecer o caminho a ser percorrido, ler as cartas náuticas verificar os riscos à navegação e estabelecer a melhor rota. Analisar previsões do tempo e condições do mar. Verificar equipamentos e recursos disponíveis, adequar à rota e partir para a viajem. Durante o trajeto ajustes são necessários, correções de rumo, reestabelecimento de objetivos, reprogramação da viajem e até atuação em contingências e emergências.
Na vida é exatamente deste jeito. Planejamos, analisamos e quase tudo vai mudando ao longo do percurso, inclusive nossas crenças e nossos valores. Vamos amadurecendo e evoluindo até o nosso destino final. Alcançamos alguns dos nossos objetivos, outros são suprimidos do caminho e tantos outros são adotados em razão das contingências. Quanto mais preparados para a vida, menores se tornam os problemas a serem resolvidos, ou melhor, não são os problemas que se tornam menores, mas como somos mais capazes de solucionar, esses problemas são resolvidos mais facilmente.
Voltemos à navegação. Quanto maior o conhecimento e a experiência melhor a condução da embarcação, menos risco corre ao navegar e mais facilmente são solucionados os problemas.
E assim vamos às nossas aventuras pelos mares, pelos livros, pelas ruas, pelos caminhos desse presente que é a nossa vida. O destino de todos nós é a morte, a nossa embarcação é o nosso corpo, mas o caminho de cada um é único, nosso combustível é a felicidade e o amor.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
VELEJAR, O JOGO
Em tempos de mundo virtual, os jogos cibernéticos dominam o imaginário dos jovens. São estimulantes e entretêm por muitas horas em frente às telas. Os desafios propostos estimulam as pessoas a buscarem habilidades em conduzir seus personagens em aventuras virtuais onde não existem riscos à integridade física, onde tudo é possível. Mas esse novo mundo proposto consegue tornar as pessoas melhores? Será que aumenta o entendimento da vida real?
Essas perguntas provavelmente terão respostas negativas em função do comportamento das pessoas no mundo real. As tentativas de transferir para a realidade tudo que foi aprendido no mundo virtual mostra claramente a imaturidade e falta de conexão com a realidade.
Por outro lado a prática da vela pode ser encarada como um jogo, nos mesmos moldes dos cibernéticos. Velejar é um desafio permanente. Os objetivos serão vencidos à medida que o aprendizado e as habilidades forem evoluindo. Fazer o barco se movimentar com o vento, colocá-lo no rumo certo, estabelecer um objetivo, traçar rotas, avaliar percurso e finalmente concluir o caminho.
Tudo funciona do mesmo jeito que um jogo, a diferença é que é real, as experiências são reais. Os sentidos serão utilizados para suprir as necessidades do organismo. Tudo que acontecer será sentido e vivenciado. Haverá contato com o mundo, necessidade de integração com a natureza e o clima. Calor, frio, sol, chuva, umidade ou secura serão experimentados. Haverá necessidade de estabelecer relacionamentos, criar responsabilidades e integração.
Como seria o mundo se mais pessoas praticassem a vela? Imagino que teríamos pessoas mais calmas, amadurecidas e responsáveis. Seria um mundo mais comprometido com a natureza. Aliás natureza da qual fazemos parte e dependemos para sobreviver. Acredito na educação das crianças, na conexão com a realidade através de vivências lúdicas e prática desportiva saudável. Há que se buscar isso para que o mundo seja melhor, para que possamos passar a diante um mundo melhor do que recebemos. Acredito que ainda dá tempo e tem muita gente atuando nesse sentido. Devemos apoiar e incentivar todas as boas iniciativas.
Essas perguntas provavelmente terão respostas negativas em função do comportamento das pessoas no mundo real. As tentativas de transferir para a realidade tudo que foi aprendido no mundo virtual mostra claramente a imaturidade e falta de conexão com a realidade.
Por outro lado a prática da vela pode ser encarada como um jogo, nos mesmos moldes dos cibernéticos. Velejar é um desafio permanente. Os objetivos serão vencidos à medida que o aprendizado e as habilidades forem evoluindo. Fazer o barco se movimentar com o vento, colocá-lo no rumo certo, estabelecer um objetivo, traçar rotas, avaliar percurso e finalmente concluir o caminho.
Tudo funciona do mesmo jeito que um jogo, a diferença é que é real, as experiências são reais. Os sentidos serão utilizados para suprir as necessidades do organismo. Tudo que acontecer será sentido e vivenciado. Haverá contato com o mundo, necessidade de integração com a natureza e o clima. Calor, frio, sol, chuva, umidade ou secura serão experimentados. Haverá necessidade de estabelecer relacionamentos, criar responsabilidades e integração.
Como seria o mundo se mais pessoas praticassem a vela? Imagino que teríamos pessoas mais calmas, amadurecidas e responsáveis. Seria um mundo mais comprometido com a natureza. Aliás natureza da qual fazemos parte e dependemos para sobreviver. Acredito na educação das crianças, na conexão com a realidade através de vivências lúdicas e prática desportiva saudável. Há que se buscar isso para que o mundo seja melhor, para que possamos passar a diante um mundo melhor do que recebemos. Acredito que ainda dá tempo e tem muita gente atuando nesse sentido. Devemos apoiar e incentivar todas as boas iniciativas.
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